13 A última esperança

O povo do planeta Terra foi condenado por um tribunal intergaláctico e será destruído. Então, um grupo de alienígenas sugere enviar um ser muito especial para tentar reverter a tal situação, esse ser mudaria o pensamento e salvaria a alma da raça humana. Entretanto, viram o trágico resultado quando até o Ser Especial foi sacrificado.

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“Sem ‘Vós’ o que será do Céu e da Terra…?” 

Assim dizia o texto do poeta Johann P. Neumann

 na “Missa Alemã” de Franz Schubert.

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Quando se olha o cosmo à distância, mas bem de longe mesmo, digamos que quando se analisa uma carta estelar holográfica polidimensional completa, disposta em diversas secções. Ao se afastar da linha de imagem principal, e dos aglomerados de galáxias, nuvens de gases, asteroides em suas rotas incertas, buracos negros que sugam para o seu interior, numa fome voraz, até à luz… E afastando-se um pouco mais, pouca coisa que seja, percebe-se o vazio indecifrável; uma escuridão devastadora, desoladora… Um frio gélido e arrebatador que congela e petrifica até a mais poderosa energia do universo… Espaços infindos de trevas eternas sedam a luz da completa claridade… Ao se aprofundar mais, quer dizer, afastar-se dessa parede de negror total, de imenso vazio, deduz-se que naquele poliorama acabou o cosmo, e o que virá, a seguir, será a continuação do “infinito zero”, que não existe mais nada além…

Mas os milhões de quilômetros que se aprofundam naquela densa e tenebrosa escuridão, de repente, são tomados novamente de pontos isolados de brilhos intermitentes, em seguida, uma claridade em tom esverdeado, e de uma suavidade reconfortante vai tomando conta, até o domínio total. Fontes de luzes vão surgindo, assim como galáxias gasosas coloridas, em plena atividade de combustão interna vão adquirindo outros aspectos e grupos de planetas exóticos em rotações desencontradas, desencadeiam sensações de assombros para quem chega àquela dimensão pela primeira vez.

E, em um daqueles pequenos planetas, o mais brilhante de todos, naquele instante se reunia um grupo de seres de diferentes partes daquela galáxia. Num imenso salão e postados sobre uma gigantesca plataforma arredondada e flutuante, tinham, acima deles, uma cúpula central que parecia de vidro, e, no entanto, possuía aspecto de aço polido, reforçado por blocos gigantescos de um material poroso e leve. Ao redor, fora da redoma, se distendia uma espécie de mirante, e ao mesmo tempo um campo de pouso, pois se percebiam estacionadas naves dos mais variados formatos e tamanhos; e ao redor delas, em vigilância, soldados mantinham a segurança.

Naquele instante iniciava-se a projeção de imagens que surgiam nas paredes côncavas da cúpula. Toda a plateia usava uma espécie de aparelho preso à cabeça de onde recebiam, em seus idiomas, informações sobre o que estavam vendo.

“Neste planeta, localizado na Via Láctea, foi desenvolvida uma colônia experimental com seres primatas das terras de Ichx da Constelação de Phandor. Naquele tempo, essas criaturas primitivas iniciavam seu mais proeminente estágio evolutivo. E, ao serem deixadas naquele planeta, agora chamado Terra, alcançaram um nível quase perfeito da imagem e semelhança do que foi planejado. Para a sua diferenciação das outras espécies, que também foram levadas para este mundo, foram denominados “Humanos”. Todas as criaturas que lá vivem receberam implantes celulares germinativos — ainda em suas protoformas —, que foram absorvidos pelo organismo; mas o mecanismo principal, que comanda toda a sua complexa forma de vida, é protegido por uma forte caixa craniana que envolve toda aquela região, inclusive impedindo a sua expansão desordenada, quando se iniciam as fases de conectividade com as correntes elétricas que dispomos ao redor do planeta. Após analisadas todas as colônias experimentais desenvolvidas pelos associados, chegamos à conclusão que, em especial, essa terrestre, deve ser destruída, pois devido às situações eletrônicas e catastróficas advindas do próprio Sistema Estelar, as criaturas chamadas “humanas” ficaram completamente descontroladas, saindo da programação inicial. Dessas constantes descargas massivas de raios cósmicos, nocivos sobre elas, aconteceu a fusão de alguns eletrodos. O mecanismo principal não consegue mais estabelecer parâmetros de linearidade consistentes entre a célula nuclear e seus implantes. O projeto principal sofreu reestruturação em quase 90%, e o que restou não satisfaz aos associados e investidores dessa experiência. Como os procedimentos devem ser cumpridos, de acordo com as cláusulas 8.547 e subitens 3, 4, 6 e 9, e parágrafo 3.156, já conhecidos por todos os presentes, devemos aniquilar essa colônia e todos os resquícios da sua presença naquele Sistema solar…”

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Sobre dekowes

Escritor, Jornalista, artista gráfico, web designer e videomaker. Resido em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, curto caminhada e pratico Swàsthya Yoga.

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