8 Rito de Passagem (erótico)

I-Kera e Gÿrry são duas lindas e sexies irmãs. Adoradoras de Shaballah, a Divina Deusa do Amor, descobriram o planeta Terra e vieram em busca de novas experiências de acasalamento e fortalecimento genético através do Sagrado Rito de Passagem.

.

Asphärida é um tipo de constelação esférica tubular, dependendo de como a vêem do espaço – a sua rotação horizontal a está transformando num imenso canudo que vai se perdendo no infinito, – e com isso, deixando fora do contexto comercial as quase 4 bilhões de estrelas, distribuídas em planetas e microssistemas estelares. E nenhuma delas ainda foi classificada, catalogada, ou feito outro tipo de organização pertinente à sua origem, planetas habitados, tipos de vidas etc. Mas nem por isso, a estrela Ahz-iul, a mais próxima do planeta Z’cor, deixava de brilhar; ainda mais com seus 3 famosos satélites artificiais: Ganin, Tolur e Vatâry, recheados de mercadorias contrabandeadas de toda a galáxia. Em cada um, com seus milhares de quilometros de extensão, tinha tudo o que se possa imaginar. Tanto na parte externa quanto no interior existia desde tecnologia de ponta até objetos descartáveis de Qzyrco, além de animais estranhos, plantas exóticas e alimentos plurissintetizados; sem mencionar o arsenal bélico de causar inveja a qualquer comprador de armas, ou alguém interessado em iniciar uma guerra.

Quem comandava esse mercado informal e perigoso era a Tenente Xhöra, como gostava de ser chamada. Ex-combatente, ex-heroína, ex-franco atiradora, ex-piloto de cargueiro intergaláctico, e mais as suas duas filhas: I-Kera e Gÿrry. As três naturais de Tru-r-ban; uma cidade localizada a Oeste de Nadyn, capital de Ahz-iul. Existia um mistério quanto às três mulheres que detinham o controle dos satélites. Como conseguiram esta façanha, já que o governo de Z’cor era tipicamente militar, possuindo uma frota de espaçonaves poderosas e potencialmente grandes? Durante o ciclo de rotações internas, os satélites chegavam a penetrar na zona de segurança, interferindo perigosamente nas comunicações e desafiando a soberania territorial de Z’cor, contudo, não existia nenhuma reação a respeito. Uns acreditavam que uma das filhas de Xhöra possuía um caso com o comandante-chefe, outros que era a própria quem mandava em tudo. E a sua permanência na lua de Tolur, o maior satélite, era para continuar mantendo o seu comércio ilegal de armamentos pesado, e assim a supremacia naquela parte da galáxia… Uma estratégia um tanto quanto esquisita!

O pai de Xhöra era um ser da raça híbrida dos mundos internos da constelação de Asphärida. Um verdadeiro fandhëra de estrutura completamente cartilaginosa, que se locomovia através de dois corpos calosos que se intercalavam em movimentos rotativos. A sua mãe, uma phalüziana dimórfica, pertencente ao Clã das Adoradoras de Shaballah, a Divina Deusa do Amor. Após o Rito de Passagem, para fazer a sua concepção, foi para o deserto de Kaddar, onde expeliu e enterrou profundamente o seu âmnio nas areias gélidas e aguardou em decúbito ventral até à formação completa do feto da sua única cria; depois o pai ficou, como guardião, esperando passar o período de encubação para romper o Lacre Sagrado do ovo. A figura materna nunca mais viu a filha, pois retornara ao santuário na primeira vigília paterna. Da união desses dois seres diferentes em toda a sua essência estrutural, mas com elementos químicos assemelhantes, nasceu Xhöra. A sua figura trípede e sexuada, não a impediu de alcançar altos postos nas colônias, nem de chegar a tenente, e outras funções pela galáxia, e finalmente ao poder no comando dos três satélites, e do “planeta Z’cor”. A sua inteligência e qualidade mesmérica favoreceram a ascensão e o pleno domínio sobre todas as outras espécies que viviam ao seu redor.

Quando chegou a época de procriar, escolheu um zirconiano puro, da casta radiana, cuja antibiose prevalecesse sobre o seu sangue, desenvolvendo outras características físicas mais confortáveis durante o ciclo de gestação. Após um Rito de Passagem muito difícil, em função das suas divergências genéticas, e de um marido muito ciumento que vivia atrapalhando os seus negócios, nasceram I-Kera e Gÿrry de um embrião monoibrídico. Diferentes da mãe em todos os sentidos físicos e orgânicos. Puxaram todas as características paternas, e desenvolveram apenas um pequeno apêndice caudal grudado no cóccix, como lembrança da mãe, e tinham dois órgãos sexuais que herdaram da avó. Enquanto cresciam, foram se descobrindo, conhecendo e aprendendo sobre essas duas possibilidades que lhes traziam emoções e sensações múltiplas, que praticavam entre si mesmas, ou às escondidas, nas cabinas das espaçonaves, com os pilotos. Cresceram e, como a mãe e a avó, também pertenciam ao culto à Deusa Shaballah. Só que agora, não participavam mais assiduamente como antes, devido aos negócios e às suas viagens pelo espaço, contudo, nada as impedia de exercitarem a adoração à Deusa, nos momentos em que estavam descarregando produtos em alguma parte do planeta Z’cor. Tinham também suas preferências, principalmente quando iam juntas para o interior de Nadyn, onde existiam seres que possuíam tendências sexuais elevadas, e muitas vezes, elas participaram de rituais que mais pareciam verdadeiros bacanais extragalácticos.

.

Gostou do que leu? Quer continuar a leitura? Adquira o meu livro: CONTOS DO NAVEGADOR #1

.

Anúncios

Sobre dekowes

Escritor, Jornalista, artista gráfico, web designer e videomaker. Resido em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, curto caminhada e pratico Swàsthya Yoga.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: