9 A Alvorada dos Klongs

Um consórcio entre planetas evoluídos deixou na Terra seres experimentais, que deverão passar por diversas etapas genéticas, mas, em consequência dos raios cósmicos, eles cresceram fora do programado e se tornaram uma raça inteligente. Agora, as criaturas terrenas buscam o Criador orando para o céu. “Eles” querem fazer contato, mas…

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“Pai nosso que estás no Céu…”.

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Houve um tempo, há milhares de eras passadas, quando o Universo ainda estava em harmonia, os planetas próximos, numa espécie de consórcio intergaláctico, começaram a desenvolver através de altíssima biotecnologia, a criação de uma super-raça que contivesse todas as informações genéticas das partes envolvidas no projeto científico, assim como de outras civilizações que consideravam importantes, e até então conhecidas. Esta super-raça seria o repositório bioeletromagnético, um reservatório de diversidade genética dessas espécies, em contínuo estado letárgico de evolução, programado com um relógio decodificador atomizado, para, em cada época determinada, eclodir óvulos que sequenciariam as células, dando novas qualidades especiais aos espécimes.

Assim, se um dia as partes envolvidas, por qualquer motivo, tivessem alguma complicação em seus sistemas orgânicos e perdessem suas identidades biológicas, numa geração futura, bastaria tomar células ou um pequeno pedaço do tecido do espécime já criado, que chamavam de K.L.O.N.G.S. — Karÿosmiirn Leãthër Oblaïyt Nãetÿ Gshcaer Syêütj, que traduzido para o linguajar apropriado, significava — Andróginos Procriados, e restabeleceriam o Gene Primal. Para que não houvesse problemas com os governos dos seus países, que porventura quisessem se apossar das pesquisas, os protótipos dos Klongs, em grupos de 10 mil, foram deixados em diversas partes do terceiro planeta do sistema solar, o qual definiram como Campo Neutro Experimental. O planeta possuía condições absolutas para o prosseguimento dos testes e pesquisas mais avançadas, sendo que podiam estar continuamente presentes, defendo-os e protegendo-os contra as intempéries e ataques dos animais ferozes, além de estarem sempre atentos para acompanhar a evolução das crias, que porventura surgissem. Não tinham pressa para que as coisas não se precipitassem; cada cientista estava consciente do seu trabalho, e os Klongs nunca poderiam fugir do planeta onde estavam. Não até chegarem ao estado de evolução e inteligência superiora esperada, com os conhecimentos técnicos inclusos em seus programas neuro-cerebrais. Mas até esse estágio evolutivo, se passariam muitos milhões de anos, calculados de acordo com o movimento do pólo magnético e da rotação daquele planeta.

Os Klongs, seres bípedes antropoides, com aparência mongoloide do baixo Hizur, tinham apenas 30 centímetros de altura, mas, de acordo com a programação, iriam crescer com as suas experiências físicas e em contato com a gravidade do planeta, através dos saltos de geração espontânea geneticamente preestabelecidos, para que as moléculas eclodissem acrescentando novos dados para a formação completa do corpo, até chegar à realização máxima: os Klongs seriam a raça perfeita, e durante o processo de reprodução haveria gerações sucessivas semelhantes, não havendo alternância de geração.

Tudo estava sob controle, até que se iniciou a grande guerra, que envolveu os planetas próximos e todos os participantes do projeto — muitos dos quais até se tornaram inimigos ferrenhos —, que tiveram de abandonar de forma drástica suas pesquisas e experiências, assim como os protótipos da nova super-raça. Consequentemente, com a megaexplosão do quinto planeta atingido por uma bomba termonuclear; cuja energia desencadeada exterminou definitivamente com a civilização de vários mundos do sistema solar, causando a esterilidade de outros e o esquecimento total da existência do 3º planeta, que durante vários séculos se viu exposto às chuvas ácidas e raios cósmicos, e assim a super-raça dos Klongs foi deixada à própria sorte da natureza.

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Sobre dekowes

Escritor, Jornalista, artista gráfico, web designer e videomaker. Resido em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, curto caminhada e pratico Swàsthya Yoga.

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